sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Chuva

Eu não queria começar a postar o tempo todo aqui, mas agora eu me senti obrigado a comentar sobre esse assunto. A chuva. A chuva vem atazanando minha vida desde os primórdios da minha existência e eu estou começando a achar que as nuvens simplesmente me odeiam. Não existe outra explicação cabível. Eu vou começar a contar a história desde o começo.
Alguns anos atrás, eu estava no segundo ano do ensino médio. Estava durmindo tranquilamente em minha cama, quando eu escuto todos falando na minha cabeça. Eu abri os olhos e estavam todos dentro do meu quarto falando. Antes que eu pudesse dar o meu ataque e perguntar o que estava acontecendo eu percebi que tinha uns quatro dedos de água no quarto inteiro. Eu dei um pulo e fiquei em pé na cama. A sobrinha da minha cunhada que estava dormindo no outro quarto, em um colchão, acordou praticamente dentro d'água. Tinha uma ponte ao lado da nossa casa. Choveu tanto que o rio passou por cima da ponte e invadiu nossa casa.
Um ano depois, estavam fazendo umas obras e uma delas era a construção de uma daquelas "torres" onda fica a caixa de água, não sei como se chama. Enfim, algum pedreiro zé deixou a caixa destampada e um mestre de obra mais zé ainda, teimou que três colunas eram suficientes pra segurar. Mas, com a chuva a caixa encheu, e a contrução não aguentou o peso e caiu em cima da casa. Acordei levando o maior susto da minha vida, com a varanda do lado do meu quarto desabando. Três segundos depois eu já estava fora do quarto. Na hora do medo, a gente não sabe de onde vem tanto reflexo.
Depois em abril desse ano, 2010. Eu estava em São Paulo com um amigo e nós precisavamos estar no Galeão, Rio de Janeiro às 21:00. Pra não ter problema nós saimos do hotel em Santo André às 11:00, conseguimos comprar uma passagem de ônibus que chegava no Rio 19:00. Bom, nós vamos chegar duas horas antes do necessário, ta bom...eu só esqueci do detalhe que as nuvens me odeiam. Quando chegamos na cidade começou um temporal, e o engarrafamento foi ficando cada vez pior. Quando entramos na avenida Brasil o trânsito parou de vez. A água batia na metade das rodas do Ônibus. Conseguimos chegar na rodoviária mais de meia-noite, e como a cidade estava um caos, não conseguiamos taxi pra ir ao aeroporto. Quando acontecia a raridade de aparecer um táxi que estivesse funcionando, uma multidão de pessoas voava em cima dele, parecia filme de zumbi. Não durmimos e só conseguimos chegar ao aeroporto à 7:00. Depois de muita correria conseguimos comprar outras passagens para um vôo que saia às 9:00. Resultado...nós saimos do hotel 11 da manhã pra chegar em casa Às 3 da tarde do outro dia.
E a ultima foi hoje...ainda agora. De repente começou a chover e a ventar muito forte. E o vento levou algumas telhas daqui e simplesmente começou a chover na sala. Em cima do computador mais precisamente falando. Foi a maior correria pra tirar o computador do lugar, o aparelho de som que estava ligado no computador, tirar o sofá do lugar, colocar um monte de panela no chão. E quando minha mãe foi varrer água pra fora da casa ela percebeu que o portão tinha caido em cima do carro dela.
E foi isso...assim que a chuva passou eu vim aqui contar pra vocês como as nuvens me odeiam. Comentário do Zé: óóóó ta vendo só! isso é castigo, não acredita dá nisso, Deus castiga.

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